google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 google.com, pub-8049697581559549, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AGRICULTURA NO BRASIL: Manejo de Plantas Daninhas, Pragas e Doenças no Arroz de Sequeiro

sábado, 15 de agosto de 2015

Manejo de Plantas Daninhas, Pragas e Doenças no Arroz de Sequeiro


MANEJO DAS PLANTAS DANINHAS
As estratégias para o manejo de plantas daninhas no arroz de terras altas, já permitem, ao orizicultor, a implantação e a condução da cultura de forma segura e eficiente. A população das plantas daninhas pode ser dividida em três componentes: as sementes ativas; as sementes inativas ou latentes; e as plantas daninhas propriamente ditas. As sementes ativas, prontas para germinar, e as inativas, ou latentes, podem vir de fontes comuns: produção das plantas e de sistemas externos. As ativas, por sua vez, podem originar sementes inativas. O manejo de plantas daninhas pode ser direto ou indireto. No direto, as atividades são direcionadas à eliminação direta das plantas daninhas por métodos químicos, mecânicos, manuais e biológicos. No manejo indireto, as atividades são direcionadas ao sistema solo/cultura e se trabalha com a relação sementes ativas/inativas. Neste caso, aumenta-se a emergência das plantas daninhas para depois controlá-las, com o uso de técnicas, como por exemplo, a aplicação antecipada de dessecantes.

A capacidade competitiva do arroz em relação às plantas daninhas dependem de fatores como emergência mais rápida da cultura em relação às invasoras e a maior taxa de crescimento inicial. Tais fatores de competição estão ligados ao manejo de solo (cultivo mínimo e plantio direto) e manejo cultural (uso de sementes, de variedades adaptadas, plantio sem falhas, espaçamento e densidades adequados, fertilidade e condições físicas do solo propícias ao arroz). Outra estratégia seria a eliminação e/ou redução do crescimento das plantas daninhas por métodos químicos, mecânicos e manuais. A aplicação de herbicidas exige o conhecimento da seletividade do produto para cada variedade de arroz e a eficiência no controle sobre as populações infestantes predominantes.
DOENÇAS E MÉTODOS DE CONTROLE

A cultura do arroz de terras altas, é afetada por doenças durante todo seu ciclo, que reduzem a produtividade e a qualidade dos grãos. A incidência e a severidade das doenças dependem da ocorrência do patógeno virulento, do ambiente favorável e da suscetibilidade da cultivar. As doenças que causam prejuízos significativos na produção e qualidade dos grãos em ordem decrescente de importância são: brusone (Pyricularia grisea), mancha de grãos (Phoma sorghina e Bipolaris oryzae) e escaldadura (Monographella albescens). Os prejuízos direto e indiretos ocasionados pela brusone, nas folhas e nas panículas, são maiores em arroz de terras altas, na região Centro-Oeste, onde, pelas condições favoráveis à doença, as perdas podem chegar em até 100%. Em plantio direto, a incidência e a severidade da brusone nas folhas e nas panículas foram significativamente menores do que no plantio convencional, contudo, este sistema de plantio apresentou maior produtividade. A queima das glumelas é um dos principais componentes das mancha de grãos e pode ocasionar perdas de 12 a 30% no peso, e de 18 a 22%, no número de grãos cheios por panícula, dependendo do grau de suscetibilidade da cultivar, assim como reduzindo a qualidade após o beneficiamento, os grãos totalmente manchados apresentam gessamento e coloração escura. A escaldadura é uma enfermidade comum, principalmente em locais com temperaturas elevadas acompanhadas por períodos prolongados de orvalho ou chuvas contínuas. As perdas resultam da redução da fotossíntese e da paralisação do crescimento da plantas ocasionadas geralmente em plantios de arroz de primeiro ano em solos de cerrado e na Amazônia e região pré-amazônica, a doença é endêmica. Dentre os métodos de controle dessas doenças, a resistência genética é o principal componente do manejo integrado. A utilização de cultivares resistentes além de ser a prática mais econômica, permite racionalizar o seu uso e de outros insumos como adubação e tratamento com fungicidas. Medidas de controle integrado das doenças do arroz de terras altas, aumentam a produtividade levando em consideração os custos de produção e redução dos impactos ambientais das medidas adotadas.

PRAGAS E MÉTODOS DE CONTROLE
No Brasil, a perda anual de produção de arroz devido ao ataque de insetos em nível de lavoura é estimada em 10%. O agroecossistema arroz de terras altas no Brasil, abriga, por períodos variáveis, grande número de pequenos animais, principalmente artrópodes, que comportam-se como fitófagos ou zoófagos. 

Dentre os artrópodes fitófagos encontrados em arroz de terras altas destacam-se aqueles de grande poder daninho ocorrendo com maior freqüência e abundância nas regiões de produção e que são responsabilizados pela maior parte da perda anual, causada por esse ramo à produção de arroz. Existem vários outros fitófagos do arroz que, de forma localizada no país, podem prejudicar a produção das culturas, como por exemplo Rhammatocerus schistocercoidesNeobaridia amplitarsis no estado de Mato Grosso e Oediopalpa spp.no estado do Maranhão.

As espécies comumente envolvidas em arroz de terras altas são as seguintes: cupim-rizófagos, Procornitermes spp; percevejo-castanho, Scaptocoris castanea (Perty, 1830); percevejo-do-colmo, Tibraca limbativentris Stal; percevejo-das-panículas, Oebalus poecilus (Dalas); cigarrinha-das-pastagens,Deois flavopicta Stal; pulgão-da-raiz, Rhopalosiphum rufiabdominaleSasaki; lagarta-dos-arrozais, Spodoptera frugiperda (J.E. Smith); lagarta-dos-capinzais, Mocis latipes (Guenée); lagarta-dos-cereais, Pseudaletia adultera (Schaus, 1894) e P. sequax Franclemont; 1951 broca-do-colo, Elasmopalpus lignosellus (Zeller); broca-do-colmo, Diatraea saccharalis(Fabricius); pulga-da-folha, Chaetocnema sp.; cascudo-preto (bicho-bolo),Euetheola humilis, Burmeister; formigas cortadeiras,Acromyrmex spp. eAtta spp. 

Dentre as medidas de controle para o manejo adequado dessas espécies na cultura incluem práticas culturais, preservação de inimigos naturais e produtos químicos.

NORMAS GERAIS PARA O USO DE AGROTÔXICOS

As normas gerais para o uso de agrotóxicos compreendem assuntos que abrangem desde aspectos conceituais, de formulação e de preparo, até suas características fitotóxicas, toxicológicas e de risco ao meio ambiente e ao homem. 

Tais normas fornecem também a classificação dos fungicidas, herbicidas e inseticidas e a relação destes defensivos comercializados para o arroz em 2002. Adicionalmente, são descritas as medidas gerais para manuseio e uso desses produtos bem como os procedimentos a serem seguidos em caso de acidente, enfatizando as devidas precauções com o destino final das embalagens por parte do usuário e as responsabilidades do revendedor e do fabricante ao fornecer as informações juntamente com o produto.

Pragas e Doenças no Arroz
A proteção da cultura do arroz contra o ataque de insetos e patógenos é fundamental para evitar falhas no estande de plantas, espiguetas vazias e grãos manchados. O sucesso produtivo depende da identificação rápida das ameaças e do uso de táticas de Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Principais pragas do arroz - Planeta Arroz
Manejo contra principais pragas que atacam lavouras de arroz ...

Principais Doenças do Arroz
As infecções causadas por fungos e nematoides atacam desde as folhas até os grãos, afetando a fotossíntese e a produtividade da lavoura.
  • Brusone (Magnaporthe oryzae / Pyricularia oryzae): É a doença mais destrutiva do arroz. Provoca lesões em formato de losango com centro claro nas folhas. Quando ataca o nó da panícula (brusone do pescoço), impede o enchimento dos grãos e quebra a haste.
  • Mancha-Parda (Bipolaris oryzae): Causa manchas ovais e escuras nas folhas e nos grãos. Está muito associada a solos com deficiência nutricional ou estresse hídrico.
  • Escaldadura (Microdochium oryzae): Manifesta-se com lesões que começam nas pontas ou margens das folhas, apresentando faixas concêntricas claras e escuras alternadas.
  • Ponta-Branca (Aphelenchoides besseyi): Doença causada por um nematoide fitoparasita transmitido pelas sementes. Provoca o esbranquiçamento da ponta das folhas e a redução no tamanho das panículas.

Principais Pragas do Arroz
Os insetos-praga atacam o arroz em diferentes fases, atuando como desfolhadores, sugadores ou broqueadores.
  • Gorgulho-Aquático ou Bicheira-do-Arroz (Oryzophagus oryzae): Os adultos cortam as folhas, mas o dano crítico é feito pelas larvas subterrâneas. Elas devoram as raízes do arroz irrigado por inundação, reduzindo severamente a absorção de nutrientes.
  • Lagarta-do-Cartucho (Spodoptera frugiperda): Atua como desfolhadora, devorando rapidamente o tecido das folhas jovens, o que diminui a área de fotossíntese e pode destruir plantas inteiras no início do ciclo.
  • Percevejo-do-Colmo (Tibraca limbativentris): Ataca a base das plantas introduzindo estiletes sugadores. No período vegetativo causa o sintoma de "coração morto" e, na fase reprodutiva, gera panículas brancas e sem grãos.
  • Percevejo-do-Grão (Oebalus spp.): Ataca diretamente as panículas em formação. Suga a seiva dos grãos leitosos, resultando em grãos chochos, quebradiços no beneficiamento ou manchados.

Práticas de Manejo e Controle
O combate eficiente exige combinar medidas preventivas, culturais e biológicas antes de recorrer exclusivamente à aplicação química.
  1. Escolha da Semente: Utilizar sementes certificadas e tratadas livres de nematoides.
  2. Variedades Resistentes: Adotar cultivares geneticamente resistentes a doenças como a brusone.
  3. Manejo do Solo e Resteva: Destruir restos culturais e plantas daninhas na entressafra para eliminar locais de abrigo ou fontes de fungos.
  4. Adubação Equilibrada: Evitar o excesso de nitrogênio, que predispõe o arroz a infecções por fungos.
  5. Controle Químico Assertivo: Usar fungicidas no final do emborrachamento e no início do florescimento para proteger as panículas, e aplicar inseticidas específicos baseando-se em amostragens reais do talhão.

Para que eu possa detalhar melhor as recomendações, você poderia informar o tipo de cultivo (arroz irrigado ou de sequeiro) e se há alguma praga ou sintoma específico afetando a sua lavoura no momento?
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