segunda-feira, 20 de abril de 2026

Introdução e Importância: Econômica da Cana-de-açúcar

 

Introdução e Importância: Econômica da Cana-de-açúcar

A cana-de-açúcar (Saccharum spp.) é uma espécie pertencente à família Poaceae, de grande importância socioeconômica, por ser uma cultura de pequenos, médios e grandes produtores, e por apresentar enorme capacidade de agregação de valor à produção.

A partir da cana-de-açúcar uma grande quantidade de produtos podem ser gerados, sendo o álcool e o açúcar os mais importantes.

Outros produtos que também merecem destaque são o melado, o açúcar mascavo, a rapadura e a aguardente. A vinhaça, subproduto da produção de álcool e rica em macro (N, P e K) e micronutrientes, também pode ser utilizada como fertilizante orgânico ou adicionada à ração de animais. O bagaço, resultante do esmagamento dos colmos, pode ser utilizado para alimentação de gado, fabricação de papel, cogeração de energia ou mesmo para produção de etanol de segunda geração.

A produção de cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul, apesar de pequena em relação à produção nacional, tem importância por estar tradicionalmente associada às atividades desenvolvidas em áreas de pequena propriedade, relacionadas à criação de gado e ao processamento artesanal de vários produtos. Conforme dados do IBGE de 2015, a produção de cana-de-açúcar contribui em aproximadamente R$ 70 milhões e está entre as sete principais culturas de valor econômico depois dos grãos soja, arroz, milho e trigo.

Nesse sentido, os vários estudos com cana-de-açúcar realizados pela Rede de Pesquisa em Cana-de-açúcar para o Sul do Brasil, desde o ano de 2007, vêm contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias as quais são apresentadas nesta publicação, em que estão incluídos aspectos da cultura que vão desde o zoneamento até a agroindústria da cana.

A cana-de-açúcar é um dos pilares do agronegócio brasileiro, sustentando o país como líder global na produção de açúcar e etanol. O setor sucroenergético representa cerca de 2% do PIB nacional, gerando mais de 3 milhões de empregos diretos e indiretos, além de cogeração de energia, produção de bioeletricidade, biogás e bioplásticos.

Principais Pontos da Importância Econômica:

  • Liderança Global e Exportações: O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar e o segundo maior produtor de etanol.
  • Setor Sucroenergético: A produção de etanol (biocombustível) e a cogeração de energia a partir do bagaço posicionam a cana como uma fonte chave de energia renovável.
  • Geração de Emprego e Renda: Alta demanda por mão de obra em toda a cadeia produtiva, do cultivo à colheita e processamento nas usinas.
  • Desenvolvimento Regional: Impulsiona o desenvolvimento de regiões como o interior paulista, que apresenta altos índices de renda per capita.
  • Versatilidade e Inovação: Produção de subprodutos de alto valor, como a vinhaça (fertilizante orgânico) e biometano, além da utilização na alimentação animal e bioplásticos.
  • Impacto no PIB: Movimenta bilhões de reais, sendo fundamental para a balança comercial brasileira.
  • A relevância econômica se divide em três frentes principais:
    • Poder de Exportação e Receita: O Brasil lidera o mercado global de açúcar, sendo este um item estratégico na pauta de exportações. Além disso, o setor movimenta dezenas de bilhões de reais anualmente, gerando divisas essenciais para o país.
    • Matriz Energética e Combustíveis: A cana é a base do etanol, o que torna o país uma referência em energias renováveis. O bagaço da cana também é utilizado para a cogeração de bioenergia, superando em alguns momentos até a contribuição de hidrelétricas na matriz elétrica nacional.
    • Geração de Empregos e Desenvolvimento Regional: O setor sucroenergético sustenta mais de 3 milhões de empregos diretos e indiretos. A instalação de usinas impulsiona o desenvolvimento econômico local, aumentando a renda de comunidades e famílias produtoras

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sábado, 21 de março de 2026

Nutrição e Adubação da Stevia

 

Nutrição e Adubação

Amostragem do solo

Em sua maioria, os solos de Mato Grosso do Sul possuem boas propriedades físicas, porém, originalmente, são de baixa fertilidade, apresentando altos teores de alumínio trocável e disponibilidade limitada de fósforo e outros nutrientes. Todavia,

quando adequadamente manejados, estes solos apresentam elevado potencial produtivo. Para orientar as práticas de manejo a serem implementadas há necessidade de se realizar a análise do solo da área a ser cultivada.

Amostragem do solo com a utilização de diferentes equipamentos.

Na coleta de amostra de solo para a caracterização de sua fertilidade, o interesse é pela camada arável do solo que normalmente é a mais intensamente alterada pelos procedimentos de aração e gradagem e pela aplicação de corretivos e fertilizantes.

Na camada arável (0 a 20 cm) concentra-se também a maior parte das raízes da estévia. Portanto, as amostras devem ser coletadas nesta camada. Recomenda-se, também, que antes da implantação da lavoura sejam coletadas amostras em camadas mais profundas (20 a 40 e 40 a 60 cm), para avaliar a necessidade de corrigir os teores de cálcio e eliminar a presença de alumínio.

Para coletar a amostra de solo, a área a ser cultivada deve ser dividida em glebas uniformes quanto às características de cor, topografia, vegetação, manejo aplicado e culturas anteriores.

Caminhando em ziguezague, deve-se coletar pelo menos 20 amostras simples com a mesma quantidade de terra, em cada camada a ser amostrada. As amostras simples devem ser colocadas em baldes limpos e identificados de acordo com as camadas coletadas. Em seguida, misturar bem e retirar mais ou menos 500 gramas de terra, colocar em saco plástico ou outra embalagem bem limpa e enviar ao laboratório identificando a amostra com o número do talhão, o nome da propriedade, do proprietário e do município. Para a coleta de amostras de solo pode-se utilizar ferramentas específicas para tal fim, como os trados (tipo rosca, holandês, caneco, sonda), pás ou enxadões (Fig. 8).

Acidez do solo e calagem

A disponibilidade de nutrientes é determinada por vários fatores, entre os quais se destaca a acidez do solo, a qual é medida pelo pH, que representa a atividade de íons hidrogênio na solução do solo.

Em pH baixo, a presença de alumínio trocável, em teores elevados, pode se tornar tóxica para as plantas. Para a correção da acidez e eliminação da presença do alumínio, a aplicação de calcário é a prática de manejo indicada. A determinação da quantidade de calcário a ser aplicada é feita com base nos resultados da análise de solo. A metodologia sugerida é a que tem como objetivo a adequação da saturação de bases do solo.

Este método tem como objetivo elevar a saturação de bases trocáveis até um valor que seja adequado para a cultura. No caso da estévia o valor recomendado para a saturação de bases é de 70%.

O cálculo da necessidade de calcário (NC) é feito por meio da

fórmula:

-1 NC (t ha ) = [(V - V ) x T]/100 x f 2 1

sendo:

V = valor de saturação de bases atual do solo (V = 100 x S/T) 1 1

2+ 2+ + -3 S = Ca + Mg + K (cmol dm ) c

V = valor da saturação de bases recomendada pela cultura 2

3+ -3 T = capacidade de troca de cátions, T = S + (H + Al ) (cmol dm ) c

f = fator de correção do PRNT do calcário (f = 100/PRNT)

Qualidade do calcário

Para que a neutralização do alumínio trocável e/ou a elevação dos teores de cálcio e magnésio aconteçam, alguns cuidados devem ser tomados na escolha do calcário:

* O calcário deve passar em peneira com malha de 0,3 mm;

* O calcário deve apresentar teores de CaO + MgO > 38%, com preferência ao uso de calcário dolomítico (teor de MgO > 12%) ou magnesiano (teor de MgO entre 5,1% e 12%) em solos com relação Ca/Mg > 4; -3 * Em solos com teor de Mg menor que 0,8 cmol dm , deve-se cutilizar calcários que tenham Mg para evitar que ocorra desequilíbrio entre o cálcio e o magnésio.

Correção da acidez subsuperficial

Como a incorporação de calcário à profundidades superiores a 30 cm é limitada por dificuldades operacionais e econômicas, a correção de problemas relacionados com teores elevados de alumínio trocável e baixos teores de cálcio, em camadas abaixo de 30 cm, pode ser feita com a aplicação de gesso, que serve também como fonte de enxofre.

A aplicação de gesso é indicada quando se detectar, nas camadas de 20 a 40 e de 40 a 60 cm, saturação de alumínio maior que 20% -3 e/ou teor de cálcio menor que 0,5 cmol dm . Havendo a c necessidade de se aplicar o gesso, a dose a ser usada é calculada de acordo com a fórmula: -1 -1 Necessidade de Gesso (kg ha ) = teor de argila (g kg ) x 5

O efeito residual do gesso, quando aplicado na dose indicada pela fórmula, é de pelo menos cinco anos. Como fonte de cálcio e de enxofre, a aplicação de gesso deve ser restrita a doses em torno de -1 -1 200 kg ha ano 8.5. Adubação

 Adubação orgânica

Na fase de preparo do solo para a implantação da cultura, caso seja -1 disponível, recomenda-se a aplicação a lanço de 30 a 50 t ha de -1 esterco de curral curtido ou 10 a 15 t ha de esterco de galinha incorporado. Misturar o adubo orgânico com a terra com antecedência mínima de 15 dias ao plantio, mantendo-se a umidade adequada.

Adubação nitrogenada

-1 -1 Aplicar no sulco de plantio 20 kg ha de N e 20 dias após 40 kg ha -1 de N. A cada corte aplicar 70 kg ha de N para cada 1.000 kg de folhas secas colhidas, parcelando 30% após o corte e 70% 20 dias após a primeira aplicação

 Adubação fosfatada

Em solos com teores de fósforo enquadrados como baixo ou médio (Tabela 1), deve-se corrigir os seus teores com base nas doses recomendadas na Tabela 2.

Teor de argila Teor de fósforo no solo

Baixo Médio Adequado

g kg-1 mg dm-3< 160 < 12,0 12,1 a 18,0 > 18,0 160 a 350 < 10,0 10,1 a 15,0 > 15,0

360 a 600 < 5,0 5,1 a 8,0 > 8,0 > 600 < 3,0 3,1 a 6,0 > 6,0

Tabela 1. Classes de teores de P extraível (Mehlich 1) de acordo com os teores de argila no solo.

Recomendação de adubação fosfatada corretiva, de acordo com o teor de argila e disponibilidade de fósforo no solo.

Teor de fósforo no solo

Teor de argila

Baixo Médio Adequado

g kg -1 P2O5 (kg ha-1)

< 160 60 30 0

160 a 350 100 50 0

360 a 600 200 100 0

> 600 280 140 0

A adubação corretiva, tem como meta elevar o teor do elemento no solo para níveis onde não se espera respostas à aplicação de doses adicionais do elemento (classe de teor adequado). Procedendo desta forma, devem ser realizadas aplicações posteriores visando

apenas a reposição da quantidade exportada pela cultura. Nas Tabelas 1 e 2 encontram-se relacionadas as classes de teores de P de acordo com o teor de argila e as doses de P O a serem aplicadas 2 5 em área total, incorporando-se o adubo a 20 cm de profundidade, para a correção do teor do nutriente no solo. Uma vez corrigido o -1 teor de fósforo recomenda-se aplicar 40 kg ha de P O no plantio 2 5 e a cada corte fazer a adubação de manutenção. Assim, para cada 1.000 kg de folhas secas produzidas, aplicar 20 kg de P O na linha 2 5 após o corte.

Adubação potássica

Para o manejo do potássio, com o objetivo de corrigir os teores no solo, recomenda-se que sejam adotadas as classes de teores e as doses mencionadas na Tabela 3. As doses indicadas deverão ser aplicadas em área total e incorporadas até 20 cm de profundidade.

-1 Assim procedendo, recomenda-se aplicar no plantio 30 kg ha de K O e após cada corte aplicar 70 kg de K O para cada 1000 kg de 2 2 folhas secas colhidas, parcelando 30% após o corte e 70% aos 20 dias após a primeira aplicação.

Adubação com micronutrientes

Recomenda-se a adubação corretiva com micronutrientes quando os níveis no solo encontrarem-se baixos (Tabela 4). Aplicar a lanço -1 -1 e em área total, se necessário, 2,0 kg ha de boro, 2,0 kg ha de -1 -1 cobre, 6,0 kg ha de manganês e 6,0 kg ha de zinco.

Teor de K no Interpretação

solo

mg dm-3 CTC a pH 7,0 <4 cmolc dm-3 ou

teor de argila < 200 g kg-1

Dose de K2O

kg ha-1

Tabela 3. Classes de teores de K (extraído por Mehlich 1) na camada de 0

a 20 cm e recomendação de adubação corretiva potássica, em função do

teor de potássio e da CTC (pH 7,0) ou do teor de argila no solo.

< 15 Baixo 50

16 a 40 Médio 25

> 40 Adequado 0

mg dm-3 CTC a pH 7,0 > 4 cmolc dm-3 ou

teor de argila > 200 g kg-1 kg ha-1

< 25 Baixo 100

25 a 80 Médio 50

> 80 Adequado 0

Fonte: Sousa & Lobato (2002).

Tabela 4. Classes de teores de B, Cu, Mn e Zn na camada de 0 a 20 cm,

a pHH2O igual a 6,0.

Classe de teor B1 Cu2 Mn2 Zn2 mg dm-3

Baixo < 0,2 < 0,4 < 1,9 < 1,0

Médio 0,2 a 0,5 0,4 a 0,8 1,9 a 5,0 1,0 a 1,6

Visão geral criada por IA

A nutrição e adubação da Stevia rebaudiana são fundamentais para garantir um alto teor de glicosídeos de esteviol (compostos doces) nas folhas, além de promover um crescimento vigoroso. A estévia prefere solos ricos em matéria orgânica, arenosos e com boa drenagem.

Principais Recomendações de Adubação:

  • Matéria Orgânica: A planta aprecia bastante matéria orgânica. Incorporar composto orgânico ou húmus de minhoca no solo antes do plantio é altamente recomendável.

  • Adubação Orgânica (Frequência): Recomenda-se a aplicação de fertilizantes orgânicos, como farinha de osso ou torta de mamona, a cada 30 dias durante o período de crescimento ativo, que vai da primavera ao outono.

  • Bocashi: O uso de fertilizante tipo Bocashi é uma excelente opção orgânica para estimular o crescimento.

  • Solo e pH: A estévia adapta-se a solos com pH ligeiramente ácido, comum no Brasil, mas prefere solos férteis e bem drenados para evitar doenças fúngicas nas raízes.

  • Cuidados: A planta é sensível à salinidade, portanto, deve-se evitar adubos químicos com alto teor de sais. 

  • Dicas para Melhor Produção:

    • Poda: Realizar podas regulares dos galhos não só estimula o crescimento de novas folhas mais doces, mas também melhora o formato da planta.

    • Sol e Água: Requer de 6 a 8 horas de sol direto e irrigação moderada (a cada dois dias ou quando o solo estiver seco).

    • Colheita: A melhor época para colher as folhas é pouco antes da floração, momento em que a concentração de dulçor é máxima.


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segunda-feira, 2 de março de 2026

Folha da mamona no controle alternativo de pragas

uso da folha da mamona no controle alternativo de pragas

Extratos aquosos de várias espécies vegetais têm se mostrado promissores no controle alternativo do nematoide de galhas Meloidogyne incognita (Kofoid & White), um dos agentes mais limitantes para o cultivo da cenoura. O presente estudo avaliou a ação de extratos aquosos provenientes de sete espécies vegetais aplicados aos 40, 50, 60, 70 e 80 dias após a semeadura da cenoura ‘Nantes’ em solo infestado com o nematoide. Outros três tratamentos foram constituídos de manipueira, água destilada (testemunha), os quais foram aplicados nos mesmos períodos dos extratos, e carbofuran 50G (80kg/ha), aplicado 60 dias após a semeadura uma única vez. Asavaliações foram efetuadas aos 90 dias da inoculação, determinando se a massa fresca da parte aérea e do sistema radicular total, o diâmetro e o comprimento das raízes comerciais e o número de galhas presentes nas raízes principais e secundárias. Plantas tratadas com manipueira, extratos de sementes de Ricinus communis L., sementes de Crotalaria juncea L., folhas + ramos + frutos de R. communis, folhas + ramos + inflorescências de Chenopodium ambrosioides L. e sementes de Azadirachta indica A. Juss. apresentaram maiores índices de peso

Maiores pesos da raiz principal foram encontrados em plantas tratadas com manipueira e extrato de semente de R. communis. Com base nos resultados obtidos conclui-se que o extrato de sementes de R. communis e manipueira podem ser promissores no manejo alternativo de M. incognita.

total (raiz + parte aérea) e peso de parte aérea. O extrato à base de folha + ramos + fruto de R. communis proporcionou maior peso radicular total além de maior diâmetro da raiz principal da cenoura.

Visão geral criada por IA

O controle alternativo de pragas 

utiliza produtos de baixa toxicidade (caldas, extratos vegetaisóleos) e métodos naturais (manejo cultural, inimigos naturais) para reduzir populações de insetos e doenças sem agrotóxicos sintéticos. Foca na sustentabilidade, segurança alimentar e seletividade a polinizadores, sendo ideal para sistemas orgânicos e pequenas propriedades. 

Aqui estão os principais métodos e produtos alternativos:

  • Caldas Fitoprotetoras:

  •  Combate ácaros, cochonilhas e fungos, atuando também como repelente

    • Calda Viçosa: Similar à bordalesa, mas com adição de micronutrientes como zinco e magnésio.

  • Extratos e Óleos Vegetais:

    • Extrato de Alho: Funciona como inseticida e repelente, especialmente contra pulgões e ácaros.

    • Óleo de Neem: Inseticida natural que interfere no ciclo de vida das pragas.

    • Sabão (Neutro ou Potássico): Eficaz contra insetos de corpo mole, como pulgões e cochonilhas, agindo por contato.

  • Controle Biológico: Uso de inimigos naturais como joaninhas, vespas parasitoides e fungos entomopatogênicos (que causam doenças nas pragas).

Não aplicar sob sol forte ou temperaturas muito baixas.

  • Sempre usar equipamentos de proteção individual (EPI), como luvas e máscaras, durante o preparo e aplicação.

    Evitar uso de produtos à base de alho/nicotina em solanáceas (tomate, pimentão) para não transmitir viroses.

  • A calda sulfocálcica não deve ser aplicada em cucurbitáceas (abóbora, melão, pepino, melancia).


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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Produção de Sementes e Mudas de Stevia

 

Produção de Sementes e Mudas de Stevia

1. Colheita de sementes

Recomenda-se não colher as folhas quando o objetivo é a produção de sementes. Portanto, as sementes devem ser colhidas no ciclo das plantas em que a produção de folhas é mínima, o que ocorre no inverno. Por serem muito pequenas, leves e plumosas, o que facilita o arraste pelos ventos, as sementes devem ser colhidas quando a inflorescência atingir a coloração amarronzada, garantindo o máximo aproveitamento.

2. Armazenamento de sementes

As sementes devem ser armazenadas em condições ótimas de temperatura e umidade, o que não deve ser feito ao nível de produtores de folhas, sob pena de perdas de germinação. É interessante que a produção de semente seja realizada por produtores com condições técnicas e infra-estrutura para isso.

3. Produção de mudas

Com a terra destorroada, prepara-se canteiros de mudas com 1,0 a 1,5 m de largura, com comprimento variável, de acordo com o tamanho da área a ser plantada (200 m de canteiro para cada hectare plantado), e 20 cm de altura e com os canteiros distanciados 50 cm entre si, usando tijolos, tábuas ou bambu nos lados visando a sustentação. Considerando uma área a ser plantada de 1 hectare, são necessários 2 a 3 kg de sementes. O local deve ser bem drenado e próximo de fontes de água e da área para o transplantio das mudas a serem preparadas. A terra para os canteiros deve ser de textura arenosa, sendo misturada com matéria orgânica e fósforo prontamente assimilável pelas plantas (superfosfato triplo).

Efetua-se a semeadura na proporção de 10 a 15 gramas de sementes por metro quadrado de canteiro, ficando as mesmas exclusivamente na superfície do solo (não enterrar), cobrindo-as com sombrite 50% em contato com o canteiro. O uso do sombrite é necessário para a manutenção da umidade e para que o vento não retire as sementes do local. A semeadura deve ser feita de modo que após a germinação, cada muda possa ocupar uma área ao 2 redor de 16,6 cm , o que corresponde a 600 plantas por metro quadrado. A germinação das sementes ocorrerá de 5 a 10 dias após a semeadura.

A irrigação deve ser diária, mantendo-se os canteiros sempre com umidade próxima à capacidade de campo. Recomenda-se a aplicação de até cinco regas por dia, até que ocorra a germinação das sementes.

Após a emergência, quando as mudas alcançarem 1 a 2 cm de altura, eleva-se o sombrite a uma altura de 40 cm para a aclimatação. Após a elevação do sombrite o número de regas deve ser reduzido para três vezes ao dia. O principal cuidado passa a ser com a qualidade das mudas, tanto no aspecto fitossanitário quanto no vigor de crescimento, retirando as mudas doentes e raquíticas e mantendo o canteiro livre das plantas daninhas (Fig. 6).


4. Transplante de mudas

O transplantio deve ser efetuado quando as mudas estiverem com 70 a 90 dias de viveiro, entre 10 a 15 cm de altura, com pelo menos 10 pares de folhas e um sistema radicular bem formado. Antes da operação de transferência do viveiro para o campo (plantio definitivo), os canteiros devem ser cuidadosamente revolvidos, com auxílio de enxadas, de maneira a não danificar o sistema radicular das plantas. Na seqüência, as mudas são arrancadas e decepadas a uma distância de 5 cm do colo da raiz. As mudas arrancadas e decepadas (raiz nua) devem ser acondicionadas em caixas envoltas em sacos de algodão ou juta e mantidos permanentemente umidecidos. As mudas a serem retiradas dos canteiros devem ser em quantidade compatível com o plantio a ser efetuado no mesmo dia. As folhas oriundas dessa operação podem ser comercializadas (Fig. 7)

Fig. 6. Canteiros de produção de mudas de estévia.

Foto:1 Nilton Pires de Araújo

Foto: 2 Nilton Pires de Araújo

Foto:3 Nilton Pires de Araújo

Foto: 4 Nilton Pires de Araújo




Fig. 7. Seqüência de operações para o transplantio da estévia.



Foto:1 Zander Martinez Lucas

Foto:2 Zander Martinez Lucas

Foto: 3 Zander Martinez Lucas

Foto: 4 Zander Martinez Lucas

Foto: 5 Zander Martinez Lucas


Após o preparo da área para o plantio definitivo (aração, gradagem, sulcamento ou coveamento, calagem e adubação), as mudas devem ser plantadas no espaçamento de 50 cm entre linhas e 20 cm entre plantas. Os sulcos de plantio devem ter entre 10 e 15 cm de profundidade, e adubados com matéria orgânica, nitrogênio, fósforo e potássio, além de micronutrientes quando necessário.

-1 Estima-se que são necessários 5 homens dia para o transplante de 1000 m de mudas de estévia.

Após o plantio, cobrir o solo com palha seca visando à manutenção da umidade, controle de plantas daninhas e erosão do solo, dentre outros efeitos. Nas duas primeiras semanas, as irrigações devem ser diárias passando depois para duas regas semanais. A época ideal para o plantio definitivo da estévia é no inicio das chuvas, que ocorre em meados de outubro. Devem ser evitados solos muito argilosos. Os solos de textura média são os preferidos.




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