AGRICULTURA BRASILEIRA EM FOCO: clima, solos, plantio, irrigação, tratos culturais, controle de pragas e doenças, colheita, comercialização e muito mais
Introdução
e Importância: Econômica
da Cana-de-açúcar
A
cana-de-açúcar (Saccharum
spp.) é uma espécie
pertencente à família Poaceae, de grande importância
socioeconômica, por ser uma cultura de pequenos, médios e grandes
produtores, e por apresentar enorme capacidade de agregação de
valor à produção.
A
partir da cana-de-açúcar uma grande quantidade de produtos podem
ser gerados, sendo o álcool e o açúcar os mais importantes.
Outros
produtos que também merecem destaque são o melado, o açúcar
mascavo, a rapadura e a aguardente. A vinhaça, subproduto da
produção de álcool e rica em macro (N, P e K) e micronutrientes,
também pode ser utilizada como fertilizante orgânico ou adicionada
à ração de animais. O bagaço, resultante do esmagamento dos
colmos, pode ser utilizado para alimentação de gado, fabricação
de papel, cogeração de energia ou mesmo para produção de etanol
de segunda geração.
A
produção de cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul, apesar de
pequena em relação à produção nacional, tem importância por
estar
tradicionalmente associada às atividades desenvolvidas em áreas
de pequena propriedade, relacionadas à criação de gado e ao
processamento artesanal de vários produtos. Conforme dados do IBGE
de 2015, a produção de cana-de-açúcar contribui em
aproximadamente R$ 70 milhões e está entre as sete principais
culturas de valor econômico depois dos grãos soja, arroz, milho e
trigo.
Nesse
sentido, os vários estudos com cana-de-açúcar realizados pela Rede
de Pesquisa em Cana-de-açúcar para o Sul do Brasil, desde o ano de
2007, vêm contribuindo para o desenvolvimento de tecnologias as
quais são apresentadas nesta publicação, em que estão incluídos
aspectos da cultura que vão desde o zoneamento até a agroindústria
da
cana.
A cana-de-açúcar é um dos pilares do agronegócio brasileiro, sustentando o país como líder global na produção de açúcar e etanol. O setor sucroenergético representa cerca de 2% do PIB nacional, gerando mais de 3 milhões de empregos diretos e indiretos, além de cogeração de energia, produção de bioeletricidade, biogás e bioplásticos.
Principais Pontos da Importância Econômica:
Liderança Global e Exportações: O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de açúcar e o segundo maior produtor de etanol.
Setor Sucroenergético: A produção de etanol (biocombustível) e a cogeração de energia a partir do bagaço posicionam a cana como uma fonte chave de energia renovável.
Geração de Emprego e Renda: Alta demanda por mão de obra em toda a cadeia produtiva, do cultivo à colheita e processamento nas usinas.
Desenvolvimento Regional: Impulsiona o desenvolvimento de regiões como o interior paulista, que apresenta altos índices de renda per capita.
Versatilidade e Inovação: Produção de subprodutos de alto valor, como a vinhaça (fertilizante orgânico) e biometano, além da utilização na alimentação animal e bioplásticos.
Impacto no PIB: Movimenta bilhões de reais, sendo fundamental para a balança comercial brasileira.
A relevância econômica se divide em três frentes principais:
Poder de Exportação e Receita: O Brasil lidera o mercado global de açúcar, sendo este um item estratégico na pauta de exportações. Além disso, o setor movimenta dezenas de bilhões de reais anualmente, gerando divisas essenciais para o país.
Matriz Energética e Combustíveis: A cana é a base do etanol, o que torna o país uma referência em energias renováveis. O bagaço da cana também é utilizado para a cogeração de bioenergia, superando em alguns momentos até a contribuição de hidrelétricas na matriz elétrica nacional.
Geração de Empregos e Desenvolvimento Regional: O setor sucroenergético sustenta mais de 3 milhões de empregos diretos e indiretos. A instalação de usinas impulsiona o desenvolvimento econômico local, aumentando a renda de comunidades e famílias produtoras
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Em
sua maioria, os solos de Mato Grosso do Sul possuem boas propriedades
físicas, porém, originalmente, são de baixa fertilidade,
apresentando altos teores de alumínio trocável e disponibilidade
limitada de fósforo e outros nutrientes. Todavia,
quando
adequadamente manejados, estes solos apresentam elevado potencial
produtivo. Para orientar as práticas de manejo a serem implementadas
há necessidade de se realizar a análise do solo da área a ser
cultivada.
Amostragem
do solo com a utilização de diferentes equipamentos.
Na
coleta de amostra de solo para a caracterização de sua fertilidade,
o interesse é pela camada arável do solo que normalmente é a mais
intensamente alterada pelos procedimentos de aração e gradagem e
pela aplicação de corretivos e fertilizantes.
Na
camada arável (0 a 20 cm) concentra-se também a maior parte das
raízes da estévia. Portanto, as amostras devem ser coletadas nesta
camada. Recomenda-se, também, que antes da implantação da lavoura
sejam coletadas amostras em camadas mais profundas (20 a 40 e 40 a 60
cm), para avaliar a necessidade de corrigir os teores de cálcio e
eliminar a presença de alumínio.
Para
coletar a amostra de solo, a área a ser cultivada deve ser dividida
em glebas uniformes quanto às características de cor, topografia,
vegetação, manejo aplicado e culturas anteriores.
Caminhando
em ziguezague, deve-se coletar pelo menos 20 amostras simples com a
mesma quantidade de terra, em cada camada a ser amostrada. As
amostras simples devem ser colocadas em baldes limpos e identificados
de acordo com as camadas coletadas. Em seguida, misturar bem e
retirar mais ou menos 500 gramas de terra, colocar em saco plástico
ou outra embalagem bem limpa e enviar ao laboratório identificando a
amostra com o número do talhão, o nome da propriedade, do
proprietário e do município. Para a coleta de amostras de solo
pode-se utilizar ferramentas específicas para tal fim, como os
trados (tipo rosca, holandês, caneco, sonda), pás ou enxadões
(Fig. 8).
Acidez
do solo e calagem
A
disponibilidade de nutrientes é determinada por vários fatores,
entre os quais se destaca a acidez do solo, a qual é medida pelo pH,
que representa a atividade de íons hidrogênio na solução do solo.
Em
pH baixo, a presença de alumínio trocável, em teores elevados,
pode se tornar tóxica para as plantas. Para a correção da acidez
e eliminação da presença do alumínio, a aplicação de calcário
é a prática de manejo indicada. A determinação da quantidade de
calcário a ser aplicada é feita com base nos resultados da análise
de solo. A metodologia sugerida é a que tem como objetivo a
adequação da saturação de bases do solo.
Este
método tem como objetivo elevar a saturação de bases trocáveis
até um valor que seja adequado para a cultura. No caso da estévia o
valor recomendado para a saturação de bases é de 70%.
O
cálculo da necessidade de calcário (NC) é feito por meio da
fórmula:
-1
NC
(t ha ) = [(V - V ) x T]/100 x f 2
1
sendo:
V
= valor de saturação de bases atual do solo (V = 100 x S/T) 1
1
2+
2+ + -3 S
= Ca + Mg + K (cmol dm ) c
V
= valor da saturação de bases recomendada pela cultura 2
3+
-3 T
= capacidade de troca de cátions, T = S + (H + Al ) (cmol dm ) c
f
= fator de correção do PRNT do calcário (f = 100/PRNT)
Qualidade
do calcário
Para
que a neutralização do alumínio trocável e/ou a elevação dos
teores de cálcio e magnésio aconteçam, alguns cuidados devem ser
tomados na escolha do calcário:
*
O calcário deve passar em peneira com malha de 0,3 mm;
*
O calcário deve apresentar teores de CaO + MgO > 38%, com
preferência ao uso de calcário dolomítico (teor de MgO > 12%)
ou magnesiano (teor de MgO entre 5,1% e 12%) em solos com relação
Ca/Mg > 4; -3
*
Em solos com teor de Mg menor que 0,8 cmol dm , deve-se cutilizar
calcários que tenham Mg para evitar que ocorra desequilíbrio entre
o cálcio e o magnésio.
Correção
da acidez subsuperficial
Como
a incorporação de calcário à profundidades superiores a 30 cm é
limitada por dificuldades operacionais e econômicas, a correção de
problemas relacionados com teores elevados de alumínio trocável e
baixos teores de cálcio, em camadas abaixo de 30
cm, pode ser feita com a aplicação de gesso, que serve também como
fonte de enxofre.
A
aplicação de gesso é indicada quando se detectar, nas camadas de
20 a 40 e de 40 a 60 cm, saturação de alumínio maior que 20% -3
e/ou teor de cálcio menor que 0,5 cmol dm . Havendo a c necessidade
de se aplicar o gesso, a dose a ser usada é calculada de acordo com
a fórmula: -1 -1 Necessidade de Gesso (kg ha ) = teor de argila (g
kg ) x 5
O
efeito residual do gesso, quando aplicado na dose indicada pela
fórmula, é de pelo menos cinco anos. Como fonte de cálcio e de
enxofre, a aplicação de gesso deve ser restrita a doses em torno de
-1 -1 200 kg ha ano 8.5. Adubação
Adubação orgânica
Na
fase de preparo do solo para a implantação da cultura, caso seja -1
disponível, recomenda-se a aplicação a lanço de 30 a 50 t ha de
-1 esterco de curral curtido ou 10 a 15 t ha de esterco de galinha
incorporado. Misturar o adubo orgânico com a terra com antecedência
mínima de 15 dias ao plantio, mantendo-se a umidade adequada.
Adubação
nitrogenada
-1
-1 Aplicar
no sulco de plantio 20 kg ha de N e 20 dias após 40 kg ha -1
de
N. A cada corte aplicar 70 kg ha de N para cada 1.000 kg de folhas
secas colhidas, parcelando 30% após o corte e 70% 20 dias após a
primeira aplicação
Adubação fosfatada
Em
solos com teores de fósforo enquadrados como baixo ou médio (Tabela
1), deve-se corrigir os seus teores com base nas doses recomendadas
na Tabela 2.
Teor
de argila Teor de fósforo no solo
Baixo
Médio Adequado
g
kg-1
mg
dm-3<
160 < 12,0 12,1 a 18,0 > 18,0 160 a 350 < 10,0 10,1 a 15,0 >
15,0
360
a 600 < 5,0 5,1 a 8,0 > 8,0 > 600 < 3,0 3,1 a 6,0 >
6,0
Tabela
1. Classes de teores de P extraível (Mehlich 1) de acordo com os
teores
de argila no solo.
Recomendação
de adubação fosfatada corretiva, de acordo com o teor de argila e
disponibilidade de fósforo no solo.
Teor
de fósforo no solo
Teor
de argila
Baixo
Médio Adequado
g
kg -1
P2O5
(kg
ha-1)
<
160 60 30 0
160
a 350 100 50 0
360
a 600 200 100 0
>
600 280 140 0
A
adubação corretiva, tem como meta elevar o teor do elemento no solo
para níveis onde não se espera respostas à aplicação de doses
adicionais do elemento (classe de teor adequado). Procedendo desta
forma, devem ser realizadas aplicações posteriores visando
apenas
a reposição da quantidade exportada pela cultura. Nas Tabelas 1 e 2
encontram-se relacionadas as classes de teores de P de acordo com o
teor de argila e as doses de P O a serem aplicadas 2
5 em
área total, incorporando-se o adubo a 20 cm de profundidade, para a
correção do teor do nutriente no solo. Uma vez corrigido o -1
teor
de fósforo recomenda-se aplicar 40 kg ha de P O no plantio 2
5 e
a cada corte fazer a adubação de manutenção. Assim, para cada
1.000 kg de folhas secas produzidas, aplicar 20 kg de P O na linha 2
5 após
o corte.
Adubação
potássica
Para
o manejo do potássio, com o objetivo de corrigir os teores no solo,
recomenda-se que sejam adotadas as classes de teores e as doses
mencionadas na Tabela 3. As doses indicadas deverão ser aplicadas em
área total e incorporadas até 20 cm de profundidade.
-1
Assim procedendo, recomenda-se aplicar no plantio 30 kg ha de K O e
após cada corte aplicar 70 kg de K O para cada 1000 kg de 2 2 folhas
secas colhidas, parcelando 30% após o corte e 70% aos 20 dias após
a primeira aplicação.
Adubação
com micronutrientes
Recomenda-se
a adubação corretiva com micronutrientes quando os níveis no solo
encontrarem-se baixos (Tabela 4). Aplicar a lanço -1 -1 e em área
total, se necessário, 2,0 kg ha de boro, 2,0 kg ha de -1 -1 cobre,
6,0 kg ha de manganês e 6,0 kg ha de zinco.
Teor
de K no Interpretação
solo
mg
dm-3 CTC a pH 7,0 <4 cmolc dm-3 ou
teor
de argila < 200 g kg-1
Dose
de K2O
kg
ha-1
Tabela
3. Classes de teores de K (extraído por Mehlich 1) na camada de 0
a
20 cm e recomendação de adubação corretiva potássica, em função
do
teor
de potássio e da CTC (pH 7,0) ou do teor de argila no solo.
<
15 Baixo 50
16
a 40 Médio 25
>
40 Adequado 0
mg
dm-3 CTC a pH 7,0 > 4 cmolc dm-3 ou
teor
de argila > 200 g kg-1 kg ha-1
<
25 Baixo 100
25
a 80 Médio 50
>
80 Adequado 0
Fonte:
Sousa & Lobato (2002).
Tabela
4. Classes de teores de B, Cu, Mn e Zn na camada de 0 a 20 cm,
a
pHH2O igual a 6,0.
Classe
de teor B1 Cu2 Mn2 Zn2 mg dm-3
Baixo
< 0,2 < 0,4 < 1,9 < 1,0
Médio
0,2 a 0,5 0,4 a 0,8 1,9 a 5,0 1,0 a 1,6
Visão
geral criada por IA
A
nutrição e adubação da Stevia
rebaudiana são
fundamentais para garantir um alto teor de glicosídeos de esteviol
(compostos doces) nas folhas, além de promover um crescimento
vigoroso. A estévia prefere solos ricos em matéria orgânica,
arenosos e com boa drenagem.
Principais
Recomendações de Adubação:
Matéria
Orgânica: A
planta aprecia bastante matéria orgânica. Incorporar composto
orgânico ou húmus de minhoca no solo antes do plantio é altamente
recomendável.
Adubação
Orgânica (Frequência): Recomenda-se
a aplicação de fertilizantes orgânicos, como farinha
de osso ou torta
de mamona,
a cada 30 dias durante o período de crescimento ativo, que vai da
primavera ao outono.
Bocashi: O
uso de fertilizante tipo Bocashi é uma excelente opção orgânica
para estimular o crescimento.
Solo
e pH: A
estévia adapta-se a solos com pH ligeiramente ácido, comum no
Brasil, mas prefere solos férteis e bem drenados para evitar
doenças fúngicas nas raízes.
Cuidados: A
planta é sensível à salinidade, portanto, deve-se evitar adubos
químicos com alto teor de sais.
Dicas
para Melhor Produção:
Poda: Realizar
podas regulares dos galhos não só estimula o crescimento de novas
folhas mais doces, mas também melhora o formato da planta.
Sol
e Água: Requer
de 6 a 8 horas de sol direto e irrigação moderada (a cada dois
dias ou quando o solo estiver seco).
Colheita: A
melhor época para colher as folhas é pouco antes da floração,
momento em que a concentração de dulçor é máxima.
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uso da folha da mamona no controle alternativo de pragas
Extratos
aquosos de várias espécies vegetais têm se mostrado promissores no
controle alternativo do nematoide de galhas Meloidogyne incognita
(Kofoid & White), um dos agentes mais limitantes para o cultivo
da cenoura. O presente estudo avaliou a ação de extratos aquosos
provenientes de sete espécies vegetais aplicados aos 40, 50, 60, 70
e 80 dias após a semeadura da cenoura ‘Nantes’ em solo infestado
com o nematoide. Outros três tratamentos foram constituídos de
manipueira, água destilada (testemunha), os quais foram aplicados
nos mesmos períodos dos extratos, e carbofuran 50G (80kg/ha),
aplicado 60 dias após a semeadura uma única vez. Asavaliações
foram efetuadas aos 90 dias da inoculação, determinando se a massa
fresca da parte aérea e do sistema radicular total, o diâmetro e o
comprimento das raízes comerciais e o número de galhas presentes
nas raízes principais e secundárias. Plantas tratadas com
manipueira, extratos de sementes de Ricinus communis L., sementes de
Crotalaria juncea L., folhas + ramos + frutos de R. communis, folhas
+ ramos + inflorescências de Chenopodium ambrosioides L. e sementes
de Azadirachta indica A. Juss. apresentaram maiores índices de peso
Maiores
pesos da raiz principal foram encontrados em plantas tratadas com
manipueira e extrato de semente de R. communis. Com base nos
resultados obtidos conclui-se que o extrato de sementes de R.
communis e manipueira podem ser promissores no manejo alternativo de
M. incognita.
total
(raiz + parte aérea) e peso de parte aérea. O extrato à base de
folha + ramos + fruto de R. communis proporcionou maior peso
radicular total além de maior diâmetro da raiz principal da
cenoura.
Visão
geral criada por IA
O
controle alternativo de pragas
utiliza
produtos de baixa toxicidade (caldas, extratos vegetaisóleos) e
métodos naturais (manejo cultural, inimigos naturais) para reduzir
populações de insetos e doenças sem agrotóxicos sintéticos. Foca
na sustentabilidade, segurança alimentar e seletividade a
polinizadores, sendo ideal para sistemas orgânicos e pequenas
propriedades.
Aqui
estão os principais métodos e produtos alternativos:
Caldas
Fitoprotetoras:
Calda
Bordalesa: Eficaz
contra fungos e bactérias, preparada com sulfato de cobre e cal
virgem.
Recomenda-se
não colher as folhas quando o objetivo é a produção de sementes.
Portanto, as sementes devem ser colhidas no ciclo das plantas em que
a produção de folhas é mínima, o que ocorre no inverno. Por serem
muito pequenas, leves e plumosas, o que facilita o arraste pelos
ventos, as sementes devem ser colhidas quando a inflorescência
atingir a coloração amarronzada, garantindo o máximo
aproveitamento.
2.
Armazenamento de sementes
As
sementes devem ser armazenadas em condições ótimas de temperatura
e umidade, o que não deve ser feito ao nível de produtores de
folhas, sob pena de perdas de germinação. É interessante que a
produção de semente seja realizada por produtores com condições
técnicas e infra-estrutura para isso.
3.
Produção de mudas
Com
a terra destorroada, prepara-se canteiros de mudas com 1,0 a 1,5 m de
largura, com comprimento variável, de acordo com o tamanho da área
a ser plantada (200 m de canteiro para cada hectare plantado), e 20
cm de altura e com os canteiros distanciados 50 cm entre si, usando
tijolos, tábuas ou bambu nos lados visando a sustentação.
Considerando uma área a ser plantada de 1 hectare, são necessários
2 a 3 kg de sementes. O local deve ser bem drenado e próximo de
fontes de água e da área
para o
transplantio das mudas a serem preparadas. A terra para os canteiros
deve ser de textura arenosa, sendo misturada com matéria orgânica e
fósforo prontamente assimilável pelas plantas (superfosfato
triplo).
Efetua-se
a semeadura na proporção de 10 a 15 gramas de sementes por metro
quadrado de canteiro, ficando as mesmas exclusivamente na superfície
do solo (não enterrar), cobrindo-as com sombrite 50% em contato com
o canteiro. O uso do sombrite é necessário para a manutenção da
umidade e para que o vento não retire as sementes do local. A
semeadura deve ser feita de modo que após a germinação, cada muda
possa ocupar uma área ao 2 redor de 16,6 cm , o que corresponde a
600 plantas por metro quadrado. A germinação das sementes ocorrerá
de 5 a 10 dias após
a semeadura.
A
irrigação deve ser diária, mantendo-se os canteiros sempre com
umidade próxima à capacidade de campo. Recomenda-se a aplicação
de até cinco regas por dia, até que ocorra a germinação das
sementes.
Após
a emergência, quando as mudas alcançarem 1 a 2 cm de altura,
eleva-se o sombrite a uma altura de 40 cm para a aclimatação. Após
a elevação do sombrite o número de regas deve ser reduzido para
três vezes ao dia. O principal cuidado passa a ser com a qualidade
das mudas, tanto no aspecto fitossanitário quanto no vigor de
crescimento, retirando as mudas doentes e raquíticas e mantendo o
canteiro livre das plantas daninhas (Fig. 6).
4.
Transplante de mudas
O
transplantio deve ser efetuado quando as mudas estiverem com 70 a 90
dias de viveiro, entre 10 a 15 cm de altura, com pelo menos 10 pares
de folhas e um sistema radicular bem formado. Antes da operação de
transferência do viveiro para o campo (plantio definitivo), os
canteiros devem ser cuidadosamente revolvidos, com auxílio de
enxadas, de maneira a não danificar o sistema radicular das plantas.
Na seqüência, as mudas são arrancadas e decepadas a uma distância
de 5 cm do colo da raiz. As mudas arrancadas e decepadas (raiz nua)
devem ser acondicionadas em caixas envoltas em sacos de algodão ou
juta e mantidos permanentemente umidecidos. As mudas a serem
retiradas dos canteiros devem ser em quantidade compatível com o
plantio a ser efetuado no mesmo dia. As folhas oriundas dessa
operação podem ser comercializadas (Fig. 7)
Fig.
6. Canteiros de produção de mudas de estévia.
Foto:1
Nilton Pires de Araújo
Foto:
2 Nilton Pires de Araújo
Foto:3
Nilton Pires de Araújo
Foto:
4 Nilton Pires de Araújo
Fig.
7. Seqüência de operações para o transplantio da estévia.
Foto:1
Zander Martinez Lucas
Foto:2
Zander Martinez Lucas
Foto: 3 Zander Martinez Lucas
Foto:
4 Zander Martinez Lucas
Foto:
5 Zander Martinez Lucas
Após
o preparo da área para o plantio definitivo (aração, gradagem,
sulcamento ou coveamento, calagem e adubação), as mudas devem ser
plantadas no espaçamento de 50 cm entre linhas e 20 cm entre
plantas. Os sulcos de plantio devem ter entre 10 e 15 cm de
profundidade, e adubados com matéria orgânica, nitrogênio, fósforo
e potássio, além de micronutrientes quando necessário.
-1
Estima-se que são necessários 5 homens dia para o transplante de
1000 m de mudas de estévia.
Após
o plantio, cobrir o solo com palha seca visando à manutenção da
umidade, controle de plantas daninhas e erosão do solo, dentre
outros efeitos. Nas duas primeiras semanas, as irrigações devem ser
diárias passando depois para duas regas semanais. A época ideal
para o plantio definitivo da estévia é no inicio das chuvas, que
ocorre em meados de outubro. Devem ser evitados solos muito
argilosos. Os solos de textura média são os preferidos.