A erva era utilizada pelos nativos antes da chegada dos colonizadores ao Novo Mundo. Básica para a alimentação dos índios Guaranis, foi adotada pelos Tupis do Mato Grosso do Sul e pelos povos andinos que faziam caminhadas por milhares de quilômetros para se abastecerem de erva-mate.
Chamada de erva-do-paraguai pelos colonizadores espanhóis, teve nos jesuítas os precursores do seu cultivo racional, redundando nos primeiros cultivos em 1610. As missões passaram a exercer importante papel na comercialização da erva até o final do século 17, quando os jesuítas foram expulsos do Brasil.
A partir de então, a exploração e a colheita voltaram a ser feitas pelos nativos. No entanto, com a proibição de exportação da “erva” pelo governo do Paraguai no início do século 19, os consumidores argentinos voltaram os olhos para a produção ervateira brasileira, principalmente para a produção paranaense. Após esse período, a economia ervateira passou por ciclos de prosperidade e depressão como, por exemplo, a que foi ocasionada pela Guerra do Paraguai.
Diferentemente da economia cafeeira, após o ciclo do ouro, a economia ervateira manteve o padrão de exploração com base no extrativismo vegetal. Se isto foi importante do ponto de vista cultural, pode ter sido também um dos principais fatores da falta de aperfeiçoamento dos canais de financiamento e comercialização em relação às economias do café e, até mesmo, do cacau.
Em 1970, outro fator influenciou de forma aguda a economia ervateira. Trata-se da política de incentivo à produção de culturas anuais para o mercado interno e para a exportação, que resultou na eliminação de inúmeros ervais nativos, que foram substituídos por soja e trigo, represando a exploração ervateira em grande parte nos pequenos produtores familiares.
Atualmente, apesar de grande parte da área ervateira estar no Brasil, somos superados pela Argentina em relação ao volume de produção. Vale salientar que, no caso brasileiro, a maior parte da produção provém de ervais nativos, embora tenha sido significativamente ampliada a área com ervais cultivados.
Do ponto de vista econômico, é importante ressaltar que, mesmo sendo o segundo maior produtor de erva-mate, o Brasil continua a importá-la da Argentina, devido às estratégias comerciais por parte do País e dos industriais. Apesar disso, a exploração da erva-mate constitui-se numa importante atividade agrícola para o Brasil e, em especial, para a região Sul.
Não existem dados atuais confiáveis sobre a área destinada ao cultivo e à exploração da erva-mate no Brasil, mas estima-se que seja de aproximadamente 700 mil hectares distribuídos em cerca de 180 mil propriedades localizadas em aproximadamente 480 municípios. É certo, porém, que a região Sul é a maior produtora de erva-mate e responde por cerca de 97% da produção nacional.
Um fato a destacar é a feição produtiva da atividade ervateira. Enquanto nos estados do Paraná e Santa Catarina, a erva-mate tem origem maior nos ervais nativos, no Estado do Rio Grande do Sul a situação é inversa. Isto explica a grande procura da erva-mate produzida naqueles estados pelos industriais gaúchos.
Em relação ao ambiente, é importante ressaltar que a atividade do extrativismo ervateiro pode ser considerada como uma das responsáveis pela manutenção de grande parte dos fragmentos florestais ainda existentes na Floresta de Araucária e pela conservação de genótipos de Ilex paraguariensis. Não fosse o fato de alguns produtores exagerarem nos sistemas de poda dos ervais nativos, a exploração da erva-mate nativa seria a atividade extrativa mais sustentável do País. Vale dizer, também, que os sistemas de produção da erva-mate cultivada são, do ponto de vista ambiental, um dos que menos utiliza produtos químicos.
Do ponto de vista social, a erva-mate tem gerado cerca de 700 mil empregos. No entanto, a exploração, em algumas circunstâncias, dos empregados nas atividades de poda, que nem sempre têm carteira assinada e quase sempre trabalham em condições difíceis, acaba prejudicando a imagem do setor ervateiro.
A seguir são apresentadas algumas figuras com as estatísticas da economia ervateira no Brasil (Gráficos 1 a 4).
Gráfico 1 - Comércio Exterior – preços negociados do mate no período de 1993 a 2006.
Fonte: Desempenho e tendência do Agronegócio Mate de Neuza de Almeida Rucker, da SEAB-Paraná, 2007.
Gráfico 2 - Exportações brasileiras de mate no período de 1993 a 2006.
Fonte: Desempenho e tendência do Agronegócio Mate de Neuza de Almeida Rucker, da SEAB-Paraná, 2007.
Gráfico 3 - Importações brasileiras de mate no período de 1993 a 2006.
Fonte: Desempenho e tendência do Agronegócio Mate de Neuza de Almeida Rucker, da SEAB-Paraná, 2007.
Gráfico 4 - Exportações e importações brasileiras de 1992 a 2006.
Fonte: Desempenho e tendência do Agronegócio Mate de Neuza de Almeida Rucker, da SEAB-Paraná, 2007.
Visão geral criada por IA
A erva-mate (Ilex paraguariensis) é uma árvore nativa da região subtropical da América do Sul, sendo um símbolo cultural e econômico em países como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai Consumida há séculos, sua origem remonta aos povos indígenas Guarani, que já utilizavam suas folhas para preparar infusões revigorantes
Principais Benefícios para a Saúde
Rica em compostos bioativos como cafeína, saponinas e polifenóis, a erva-mate é frequentemente chamada de "árvore da vida" por suas propriedades medicinais
- Ação Estimulante: Melhora o foco, a concentração e combate a fadiga física e mental devido à presença de cafeína.
- Controle de Peso: Possui efeito termogênico que auxilia no metabolismo e ajuda a reduzir a sensação de fome.
- Saúde Cardiovascular: Ajuda a diminuir o colesterol "ruim" (LDL) e os triglicerídeos
- Nutrientes: Fonte de vitaminas (A, B1, B2, C e E) e sais minerais como ferro, fósforo e potássio
- Tipos de Erva-Mate e Formas de ConsumoO processamento das folhas define o sabor e a forma como a bebida é apreciada em cada região..
- Chimarrão (Brasil): Feito com erva moída fina e verde, consumido com água quente (ideal entre 70°C e 80°C) em uma cuia com bomba.
- Tereré (Paraguai/Brasil): Preparado com erva de moagem mais grossa (cancheada) e consumido com água ou suco gelado;
- Padrão Uruguaio/Argentino: Erva que passa por um período de descanso (estacionamento), resultando em um sabor mais intenso e cor amarelada.
- Chá Mate: Infusão das folhas secas ou tostadas, consumida quente ou gelada
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