Viabilidade Socioeconômica do Desenvolvimento Agroindustrial da
Estévia
O pleno desenvolvimento dos negócios da agricultura tem-se constituído em um dos principais alicerces do setor primário, com bons reflexos no setor secundário, principalmente considerando a grande vantagem comparativa e competitiva, como é o caso do desenvolvimento agroindustrial da estévia. Para o desempenho eficiente do agronegócio, torna-se imprescindível o estabelecimento e a consolidação da cadeia produtiva, sendo os produtores e consumidores os elos mais importantes. A cadeia produtiva é a lógica do agronegócio.
Para o caso da estévia, a cadeia agroindustrial (Fig. 1) mostra o seu dinamismo econômico e tem amplas condições de ser desenvolvida, com o estabelecimento de pelo menos cinco pontos de comercialização, ou seja, sementes, mudas, folhas secas, esteviosídeo/rebaudiosídeo e produtos industrializados.
A exploração da cultura num sistema tecnificado permite que, da mesma área cultivada, possam ser obtidos, em até quatro cortes por ano, a matéria seca pronta para o processamento e o beneficiamento. Este processo pode ser desenvolvido, economicamente, por seis anos consecutivos, o que reduz os custos de implantação, condução e exploração da cultura.
Segurança Alimentar da Estévia
A qualidade dos produtos oriundos do processo de transformação industrial da estévia deve ser obtida desde o campo, por meio da aplicação das boas práticas de pré-colheita, colheita e pós-colheita das folhas, principal fonte para a produção do esteviosídeo/ rebaudiosídeo e seus derivados.
Apesar de não haver o risco zero na produção de qualquer alimento, o risco pode ser avaliado, gerenciado e comunicado, o que facilita o estudo da probabilidade da ocorrência dos riscos de contaminação física, química e biológica que porventura possam vir a existir.
Para o caso específico da estévia, onde a folha seca produzida sai diretamente do campo para o processamento na indústria, é importante a conscientização do agricultor quanto à adequação de hábitos e atitudes na produção da folha seca, para que sejam atendidas as exigências dos consumidores no que se refere à qualidade do produto.
Os riscos de contaminação química podem ser reduzidos ou evitados pelos cuidados na aplicação de defensivos como fungicidas, inseticidas e herbicidas nos cultivos, e pela precaução no processo de colheita, secagem, acondicionamento, armazenamento, transporte e distribuição das folhas para evitar a ocorrência de micotoxinas (toxinas produzidas por fungos) e bactérias, além de grãos de areia e outros resíduos na fase de colheita das folhas.
Para isso, no processo de articulação e transferência de conhecimentos e tecnologias, os esteviacultores também devem ser orientados no sentido de adotar práticas agrícolas que visem a obtenção dos alimentos seguros da estévia, do campo à mesa.
Em relação à segurança dos alimentos advindos da estévia, as pesquisas científicas têm constatado que o uso do esteviosídeo/rebaudiosídeo não provoca qualquer efeito colateral danoso à saúde humana.

Nenhum comentário:
Postar um comentário