AGRICULTURA BRASILEIRA EM FOCO: clima, solos, plantio, irrigação, tratos culturais, controle de pragas e doenças, colheita, comercialização e muito mais
A Embrapa Milho e Sorgo reuniu neste documento os resultados de pesquisa realizada no país, como subsídio para o aumento da produção de milho, principalmente por meio do aumento da produtividade. A produção de milho no Brasil tem-se caracterizado pela divisão em duas épocas de plantio. Os plantios de verão, ou primeira safra, são realizados na época tradicional, durante o período chuvoso, que varia entre fins de agosto, na região Sul, até os meses de outubro/novembro, no Sudeste e Centro-Oeste (no Nordeste, esse período ocorre no início do ano). Mais recentemente, tem aumentado a produção obtida na safrinha, ou segunda safra. A safrinha refere-se ao milho de sequeiro, plantado extemporaneamente, em fevereiro ou março, quase sempre depois da soja precoce, predominantemente na região Centro-Oeste e nos estados do Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Verifica-se nas últimas safras, um decréscimo na área plantada no período da primeira safra, mas que tem sido compensado pelo aumento dos plantios na safrinha e no aumento do rendimento agrícola das lavouras de milho. Embora realizados em uma condição desfavorável de clima, os sistemas de produção da safrinha tem sido aprimorados e adaptados a essas condições, o que tem contribuído para elevar os rendimentos das lavouras também nessa época. A safra 2009/10, consolidou a utilização de cultivares de milho transgênico (no caso do Milho Bt) no Brasil. Cerca de 35% das sementes adquiridas de milho na safra de verão foram de cultivares com eventos transgênicos e, na safrinha (2010), este percentual atingiu cerca de 42%. Em alguns dos principais estados produtores, as cultivares transgênicas ultrapassaram as convencionais já neste segundo ano de liberação daqueles materiais. Podem ser citados os estados de São Paulo e Bahia na safra de verão e São Paulo e Paraná, na safrinha.
De acordo com o último levantamento sobre a safra de grãos (CONAB, agosto. 2010) a produção nacional de milho se mostra bastante tecnificada, fazendo com que a produtividade apresente aumentos crescentes nos últimos anos. Na maioria das regiões produtoras, a safra de 2009/10 foi conduzida sob condições climáticas favoráveis. Em relação ao milho safrinha, o desenvolvimento da lavoura correu dentro da normalidade ocorrendo períodos de estiagem, que embora pontuais, causaram pequenos danos à cultura, principalmente naquelas áreas semeadas mais tarde e que se encontravam no período de floração e granação. A área cultivada com milho na Safra 2009/10, foi de 7.748,7 mil hectares, com redução de (16,5 %) em relação à área cultivada na Safra 2008/09 que foi de 9270,5 mil hectares. Na safrinha, a área estimada foi de 5.187,4 hectares, 5,8% maior que a área cultivada na safra 2008/09.A área total cultivada, em todo o país, nas duas safras, ficou em 12.930,1 mil hectares, (8,8%) inferior à área cultivada na safra anterior. A redução da área cultivada na primeira safra, a nível nacional, foi de 1.527,8 hectares. A diminuição está relacionada com o volume de produto no mercado, com os preços praticados abaixo do esperado pelos produtores e com a escassez de chuvas na região Nordeste, na época da semeadura. Já a produção ficou muito próxima da obtida na safra anterior, devido a recuperação da produtividade do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, que na safra passada apresentaram redução devido a estiagem ocorrida nestes estados . A redução prevista de área com milho na safrinha, não se verificou, ao contrário, ocorreu um incremento na área efetivamente plantada. A recuperação se deu no Mato Grosso, que aumentou sua área de plantio de milho em 23,9%. Goiás com aumento de 22,9% e Distrito Federal, que aumentou sua área de milho safrinha em 56,3%, todos comparados com o mesmo tipo de safra cultivada em 2008/09. A produção brasileira de milho (Safra e Safrinha), aumentou em cerca de três milhões de toneladas (6,6%). A produtividade média para a Primeira Safra de 2009/10, ficou em 4.417 kgha-1, 21,7% maior que a alcançada na safra 2008/09. O aumento se deve à maior produtividade prevista para estados do Centro-Sul, principalmente Paraná e Rio Grande do Sul, que tiveram frustração na safra anterior, por conta das condições climáticas adversas, principalmente pela má distribuição das chuvas e ocorrência de períodos de estiagem na fase crítica do desenvolvimento da cultura. A produtividade do milho segunda safra (safrinha), teve um aumento de 9,9% com previsão de alcançar mais do que 3.800 kgha-1.
A produção da primeira safra de milho em 2009/10 foi 34.196,8 mil toneladas, maior do que o foi colhido na safra 2008/09 (1,6 %). Para a safrinha, a previsão é de que sejam colhidas 20.180 mil toneladas, com um crescimento de 16,3% em relação á safra anterior. A safra nacional total de milho deve alcançar a produção de 54.376,7 mil toneladas, representando um crescimento de 6,6% em relação á safra anterior.
Maiores informações sobre estatísticas e conjuntura econômica relacionada a cultura do milho ao longo do ano pode ser encontrada na página do Centro de Inteligência do milho - CIMilho .
Este trabalho discute os principais aspectos técnicos da produção de milho, considerado os resultados mais recentes de pesquisa e oferecendo alternativas para situações particulares, como, por exemplo, em sistema de produtores, técnicos de assistência técnica extensão rural e de planejamento informações necessárias à sua tomada de decisão, para situações específicas de cada sistema de produção, visando ao aumento de sua produtividade e rentabilidade.
Visão
geral criada por IA
O
cultivo do milho no Brasil
é
uma atividade de destaque, com alta produtividade em solo fértil,
arenoso ou argiloso, com pH adequado e boa drenagem. O plantio ocorre
geralmente entre setembro e novembro (safra), com possibilidade de
"safrinha" entre janeiro e abril, exigindo monitoramento de
pragas e manejo de irrigação.
Etapas
Principais do Cultivo
Solo
e Clima: Prefira
solos profundos e com boa drenagem. As temperaturas ideais situam-se
acima de 26-27°C, acelerando a germinação.
Época
de Plantio:
Safra
(Verão): Setembro
a novembro, aproveitando o início das chuvas.
Safrinha: Janeiro
a abril, logo após a colheita da soja.
Preparo
e Semeadura: Recomenda-se
a análise de solo para adubação e calagem corretas. O uso de
plantio direto é comum para proteger o solo. O espaçamento entre
linhas geralmente varia de 45 a 90 cm, com densidade ajustada para
alta produtividade.
Tratamento
de Sementes e Pragas: Fundamental
para controlar pragas iniciais, como lagartas, com aplicações de
inseticidas.
Colheita: Realizada
entre março e maio, com a planta alcançando o ciclo de 90 a 150
dias.
Produção
no Brasil
O
Brasil é um dos maiores produtores mundiais, com destaque para o
Centro-Oeste, Sul e Sudeste, liderado pelo Mato Grosso, seguido por
Paraná e Goiás. A produção é amplamente utilizada para nutrição
animal (ração) e, cada vez mais, para a produção de
biocombustíveis (etanol de milho).
Principais
Pragas e Manejo
O
monitoramento constante para controle de lagartas e outras pragas é
essencial para a produtividade da lavoura, muitas vezes exigindo
aplicações de inseticidas sistêmicos.
O
sucesso do plantio está diretamente ligado à escolha da semente,
ao tratamento adequado, à densidade de plantas e à adubação
equilibrada.
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Centro de Origem: Sudeste asiático
O feijão Caupi é uma cultura tradicionalmente explorada por pequenos
agricultores, normalmente descapitalizados, por isso mesmo, na maioria das vezes, com
emprego de pouca tecnologia. Tara-se de uma leguminosa de alto valor nutricional, e com
boa aceitação no mercado. É uma cultura pouco exigente no que diz respeito à fertilidade
do solo, pois tem a grande vantagem de ser uma planta fixadora de nitrogênio, um dos
elementos essências à cultura. No entanto, variações climáticas podem afetar
significativamente a produtividade da cultura.
Clima
O bom desenvolvimento da cultura ocorre quando a temperatura média do ar fica
na faixa de 18 a 34°C. Quando essa temperatura estiver abaixo de 8 a 11°C, a cultura não
se desenvolve.
Altas temperaturas inibem o crescimento das plantas do feijoeiro Caupi, prejudica
a polinização, provoca abortamento de flores, vingamento e retenção final de vagens. Além
de contribuir para a ocorrência de doenças.
A cultura do feijão Caupi exige um mínimo de 300 mm de precipitação para que
produza a contento, sem a necessidade de utilização da prática de irrigação. Assim, as
regiões cujas precipitações oscilem entre 250 e 500 mm são consideradas aptas para a
exploração da cultura.
Na região Meio-Norte do Brasil, a principal causa da variação da produtividade de
grãos feijoeiro Caupi em condições de sequeiro está associada á disponibilidade hídrica no
solo, devido principalmente à má distribuição das chuvas, que limitam o crescimento e o
desenvolvimento da cultura. Outros fatores, como a radiação solar e a umidade relativa do
ar, também afetam essa produtividade.
3 Solo
O feijão Caupi pode ser cultivado em quase todos os tipos de solo. De um modo
geral, desenvolve-se bem em solos com regular teor de matéria orgânica, soltos, leves e
profundos, arejados e dotados de uma média a alta fertilidade. No entanto, solos de baixa
fertilidade podem ser utilizados, com aplicação de fertilizantes químicos ou orgânicos.
3.1 Correção de acidez
As recomendações de correção de acidez devem ser feitas com base em resultados
de análise química do solo, e deve levar em consideração a percentagem de saturação de alumínio no solo. Para a cultura do feijão Caupi, recomenda-se que seja feito correção de
acidez do solo quando essa percentagem de saturação for igual ou superior a 20%.
3.2 Adubação
Além do carbono, hidrogênio e oxigênio, que estão presentes na atmosfera, são
essenciais às plantas os macros e os micronutrientes que estão presentes no solo. No caso
de qualquer desses nutrientes presentes no solo em níveis muito baixos, constatados por
meio de análise de solo, a correção da fertilidade deve ser feita para que a cultura se
desenvolva e produza satisfatoriamente.
Recomendação de adubação química (kg/ha) para a cultura de feijão Caupi
com base em resultados de análise de solo.
Época N P2O5 K2O
P no solo mg dm-
³ K no solo mg dm-
³
Plantio - 0-5 6-10 >10 0-25 26-50 >50
- 60 40 20 40 30 20
Cobertura 20 - -
Fonte: EMBRAPA - 2000
4 Época de plantio
A melhor época de plantio para as variedades de ciclo médio (70 a 80 dias) é na
metade do período chuvoso de cada região. Para as variedades de ciclo precoce (55 a 60
dias), recomenda-se fazer o plantio dois meses antes da previsão de término do período
chuvoso. Com isso evita-se que a colheita seja feita em períodos com maior probabilidade
de ocorrência de chuvas.
Na região Nordeste do Brasil, a má distribuição das precipitações pluviométricas,
torna a agricultura de sequeiro uma atividade econômica de alto risco. Para reduzir esse
risco é recomendado que se faça o plantio do feijão Caupi escalonado, e num sistema
policultivar.
A semeadura escalonada consiste em distribuir diferentes variedades com
diferentes características de ciclo de desenvolvimento, em diferentes épocas, dentro de
intervalo de tempo mais indicado para o plantio da cultura na região.
Dentre as vantagens do plantio escalonado, podemos citar:
- diminuição dos riscos de perdas por adversidades climáticas;
- maior proteção do solo contra erosão;
- melhor distribuição das práticas de implantação da lavoura;
- possibilidade de colheita e beneficiamento da produção num maior intervalo de
tempo;
- oportunidade de colocação da produção no mercado por um maior período de
tempo e épocas mais adequadas, quando melhore preços podem ser alcançados.
Em relação ao sistema de policultivo, a diferença é que variedades de ciclos
diferentes podem ser plantadas na mesma época.
Quando o cultivo for irrigado, a flexibilização da época de plantio é maior. No
entanto, devem ser observadas as oscilações de preços do produto no mercado. Num
sistema irrigado deve-se optar por variedades mais precoces e produtivas, e que sejam indicadas para esse sistema de cultivo. A semeadura deve ser feita em períodos em que o
florescimento não coincida com períodos de altas temperaturas.
5 Métodos de plantio
O feijão Caupi pode ser plantado pelos mais variados métodos, desde os mais
rudimentares até os motomecanizados, com plantadeiras adubadeira.
5.1 Plantio manual
É o mais usado em pequenas propriedades, utilizando-se enxadas e “matracas”,
também conhecidas como “tico-tico”. Esse tipo de plantadeira permite um melhor
rendimento que as enxadas.
5.2 Plantio a tração animal
É feito com a utilização de plantadeiras simples, que contém apenas os depósitos
de sementes e fertilizantes. São implementos com dispositivos que permitem colocar o
fertilizante em faixa, ao lado e abaixo da semente.
5.3 Plantio motomecanizado
O implemento que executa esse tipo de plantio tem o mesmo princípio da
plantadeira a tração animal. A diferença está na produtividade do serviço e no fato de que
algumas possuem mecanismos que facilitam o controle da distribuição da quantidade de
semente desejada.
6 Densidade de plantio
Uma das causas da baixa produtividade de grãos de feijão Caupi, na região
Nordeste do Brasil é a escassez ou excesso de plantas por unidade de área. A escassez pode
ser ocasionada por falhas que ocorrem na linha de plantio, podendo ser conseqüência da
má regulagem de plantadeira, utilização de sementes de baixo vigor, danos causados por
insetos ou doenças que matam as plantas ou devido ao plantio efetuado com pouca
umidade no solo.
A densidade ótima de plantio é definida como sendo o número de plantas capazes
de explorar de maneira mais eficiente e completa uma determinada área de solo.
Pesquisas já mostraram que a maior produtividade de grãos é obtida com uma
densidade de plantio em torno de 50 a 60 mil plantas por hectare, para variedades de porte
ramador e 70 a 90 mil plantas para variedades de porte moita.
7 Espaçamento
O número de plantas por unidade de área é definido pela função do espaçamento
entre linhas de plantio e a densidade de planta por metro linear. Para variedades de porte
ramador é recomendado o espaçamento de 0,8 a 1,0m entre linhas. Para variedades de
porte moita, o espaçamento mais recomendado é de 0,6 m. A densidade de semente
recomendada por linha de plantio é de 6 a 8 por metro.
Plantando-se a cultura na densidade correta haverá um melhor aproveitamento
interceptada pelas plantas, principalmente nas regiões que apresentam grande intensidade
luminosa, como é o caso da região Nordeste do Brasil.
8 Cultivos consorciados
O feijão Caupi no Meio-Norte do Brasil é cultivado, em grande parte, em
associação com outras culturas, sendo a mais comum o milho.
O cultivo em consórcio possibilita a subsistência do produtor, a utilização
permanente de mão-de-obra, a alimentação diversificada, e o melhor controle de erosão do
solo e de pragas, doenças e ervas invasoras. Este sistema de cultivo é uma opção para o
aproveitamento intensivo da terra, além de proporcionar renda familiar relativamente
estável ao longo dos anos.
8.1 Vantagens de cultivos consorciados
Dentre as principais vantagens deste sistema de cultivo podem ser citadas:
- Maior produção de alimento por unidade de área cultivada;
- Estabilidade de produção, pois diminui os riscos de insucesso total da lavoura, ou
seja, se uma cultura falha ou produz pouco a cultura consorte pode compensá-la.
- Aumenta a proteção vegetativa do solo, protegendo-o contra erosão;
- Permite melhor aproveitamento de mão-de-obra e o seu uso com mais eficiência; e
- Diminui a incidência de pragas e doenças tanto na cultura principal como na
consorte.
8.2 Desvantagens do consórcio
-
Dificuldade de utilização de práticas culturais mais eficientes e capazes de levar a
altas produtividades;
- Tecnologias mais evoluídas são de difícil utilização neste sistema de cultivo,
principalmente quando é pretendido o uso de mecanização.
8.3 Consorcio Milho x Feijão Caupi
A associação de milho com feijão Caupi pode ser feita de diversas maneiras. As
duas culturas podem ser plantadas simultaneamente na mesma fileira, ou em fileiras
intercaladas. Neste caso os sistemas mais utilizados são os de uma fileira de milho para
uma de feijão, uma de milho para duas de feijão. Um outro sistema é o de faixas
alternadas, sendo o de duas fileiras de milho para três de feijão Caupi o mais recomendado.
Neste caso deve ser preservado o espaçamento recomendado para as culturas.
9 Escolha de variedades
Deve ser feita de acordo com indicação da pesquisa para a região, que
normalmente levam em consideração as condições climáticas da região e as exigências do
mercado consumidor. Vale ressaltar que as tradições regionais também devem ser levadas
em consideração. Também deve-se levar em consideração o ciclo da cultivar na hora do
planejamento da lavoura. O ciclo do Caupi para as condições tropicais, está classificado
em, superprecoce, precoce, médio, médio-precoce, médio-tardio e tardio. Esses ciclos
podem ser detalhados da seguinte maneira:
Ciclo superprecoce – a maturidade é alcançada até 60 dias após a semeadura;
Ciclo precoce – a maturidade é alcançada entre 61 e 70 dias após a semeadura;
Ciclo médio – a maturidade é alcançada entre 71 e 90 dias após a semeadura; Ciclo médio-precoce – a maturidade é alcançada entre 71 e 80 dias após a
semeadura;
Ciclo médio -tardio – a maturidade é alcançada entre 81 e 90 dias após a
semeadura;
Ciclo tardio – a maturidade é alcançada a partir de 91 dias após a semeadura.
10 Tratos culturais
Para a cultura do feijão Caupi, os mais importantes são:
- controle de ervas invasoras;
- controle de pragas e doenças; e
- manejo de restos culturais.
10.1 Controle de plantas invasoras
São definidas como plantas invasoras qualquer espécie vegetal crescendo em local
não desejado, e que de alguma forma interferem com as atividades produtivas esperadas
pelo agricultor.
O período crítico de competição das invasoras com o feijão Caupi ocorre
aproximadamente até os 35 dias após a emergência. As espécies que se desenvolvem
posteriormente a esse período não interferem diretamente na produção de Feijão Caupi.
Na necessidade de eliminação de invasoras de determinada área, deve-se, sempre
que possível utilizar o controle integrado, ou seja, a combinação de dois ou mais métodos,
potencializando os efeitos individuais e aumentando os efeitos das práticas.
O planejamento do controle deve levar em consideração a disponibilidade de mãode-obra
e de implementos agrícolas.
O controle normalmente pode ser:
Preventivo – tem o objetivo de prevenir a introdução, o estabelecimento e/ou a
disseminação de determinadas espécies de invasoras em áreas de cultivo não infestadas.
Controle cultural – aproveitamento de características agronômicas de culturas
comerciais com o objetivo de levar vantagens sobre as ervas invasoras.
Controle mecânico – utilização de práticas de controle de plantas invasoras por
meio de efeitos físico-mecânico, como a capina manual e o cultivo mecânico.
A utilização de enxadas, e principalmente, os cultivadores a tração animal são os
métodos mais comuns de controle de plantas invasoras em feijão Caupi.
Controle químico – é recomendado para grandes áreas, quando justificado, ou
em áreas com mão-de-obra escassa. Nesse método são utilizados herbicidas, que podem ser
classificados em, de pré-plantio incorporado (PEI), pré-emergente (PE) e pós-emergente
(POS). esse método de controle de invasoras deve ser um complemento de outras práticas
de manejo, e deve ser utilizado com o objetivo de reduzir as necessidades dos métodos de
controle manual ou mecânico.
10.2 Principais pragas e seu controle
Os insetos, geralmente atacam as plantas naquela época em que o seu estágio
fenológico está produzindo seu alimento ideal. Assim as pragas do feijão Caupi se distribuem de acordo com estágio fenológico da cultura (Fig.10.2.1). O conhecimento
dessa relação inseto/planta é importante para que o técnico ou produtor faça um
acompanhamento adequado do nível populacional das pragas para fins de manejo e/ou
controle.
O controle é normalmente feito com a utilização de produtos químicos, e nunca
deve ser realizado sem a orientação e acompanhamento técnico.
10.3 Doenças
Os agentes de doenças que infestam o feijão Caupi determinam perdas tanto no
volume de produção quanto na qualidade do produto.
A forma de controle mais recomendada engloba um conjunto de procedimento a
serem utilizados por ocasião da implantação da cultura. Entre tais procedimentos constam,
a utilização de variedades resistentes, sementes sadias e certificadas, rotação de cultura,
época correta de semeadura. Solos encharcados devem ser evitados. No caso de todos esses
procedimentos falharem, o controle químico é recomendado. Mas só deve ser feito com
orientação e acompanhamento técnico.
As principais doenças que infestam a cultura do Caupi se dividem em:
Podridão de raiz-colo-caule
- Tombamento (Damping off);
-
Podridão das raízes;
-
Podridão do colo;
-
Podridão cinzenta do caule;
-
Murcha de fusarium; e
-
Murcha/podridão de esclerótico.
Doenças foliares
- Mosaico severo do Caupi;
-
Mosaico rugoso;
- Mosqueado severo;
-
Mosaico do pepino; -
Mosaico dourado;
- Carvão;
-
Mancha café;
-
Cercosporiose (Mancha vermelha);
-
Mela;
- Mancha zonada;
- Ferrugem;
-
Mancha de alternaria;
-
Oídio cinza; e
-
Mancha bacteriana.
Doenças das flores vagens e sementes
-
Sarna;
- Mofo cinzento das vagens.
11 Colheita
O momento da colheita constitui-se num fator de grande importância para a
obtenção de grãos de boa qualidade. A colheita deve ser realizada quando as plantas
atingirem a maturidade fisiológica, que caracteriza-se pela mudança da cor das vagens e
dos grãos obedecendo aos padrões das variedades consideradas. A maturação fisiológica
no feijão Caupi ocorre normalmente vinte dias após o início da fase de formação das
vagens.
A colheita antecipada faz com que o tempo e o custo para secagem sejam
elevados, além de dificultar o processo de trilha. Se for adiada, pode ser reduzida a
produtividade de grãos, em função da deiscência das vagens no campo. Poderá haver
também deterioração dos grãos por eventuais incidências de fungos e ataque de insetos,
além de aumentar os riscos de germinação de grãos nas vagens.
11.1 Colheita Manual
O feijão é colhido vagem por vagem, e a debulha é feita manualmente ou por
meio de bateção.
11.2 Colheita Mecânica
É feita por meio de máquinas especiais para essa operação.
11.3 Colheita Semimecanizada.
É a combinação da colheita manual e mecânica, envolvendo as operações de
arranquio e recolhimento manual e bateção (trilha) mecanizada.
12 Secagem e Armazenamento
A secagem é um processo que utiliza o ar como um meio para conduzir calor e
transferir o excesso de umidade da massa de grãos para a atmosfera. Isso geralmente em
duas etapas:
- Pré-secagem das ramas – feita ao sol na sua forma original ou enleirada no campo,
ou ainda espalhada em lonas ou terreiros; - Secagem dos grãos após a trilha – normalmente e feita ao sol, espalhando-se os
grãos em lonas ou terreiros.
13 Armazenamento
Normalmente é feito a granel, em silos ou ensacados, em armazéns.
14 Comercialização
-
Em feiras livres, e nas Centrais de Abastecimentos Estaduais, baseado no preço
mínimo estabelecido pelo governo, ou a livre concorrência
MODO IA
O feijão-caupi (Vigna
unguiculata), popularmente
conhecido como feijão-de-corda, feijão-macassar ou feijão-fradinho,
é uma das leguminosas mais importantes para a segurança alimentar
no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste
Principais
Características
Resistência
e Adaptação: É
uma cultura rústica que se adapta bem a climas quentes e solos de
baixa fertilidade.
Diversidade
de Cores: Existem
diversas variedades desenvolvidas, com grãos que variam entre
branco, preto, marrom, verde e o tipo "manteiguinha".
Ciclo
de Cultivo: Possui
um ciclo relativamente curto, geralmente entre 70 a 80 dias.
Benefícios
Nutricionais e Saúde
Rico
em Proteínas: Contém cerca de 25% de proteína em sua
composição.
Minerais
e Vitaminas: É
excelente fonte de ferro, zinco, potássio, magnésio e fósforo.
Prevenção
de Doenças: O
consumo auxilia na redução do colesterol ruim (LDL), fortalece o
sistema imunológico e possui propriedades antioxidantes que ajudam
a prevenir doenças cardiovasculares e diabetes.
Produção
no Brasil
A
produção está concentrada principalmente no Norte
e Nordeste,
com destaque para os estados do Piauí,
Bahia e Maranhão.
Recentemente, a cultura expandiu-se para o Mato
Grosso,
onde é plantada em sucessão à soja para atender ao mercado de
exportação, especialmente para a Ásia.
Dicas
de Preparo
Tempo
de Cozimento: É um feijão de cozimento rápido. Na panela de
pressão, leva cerca de 10 minutos após pegar pressão.
Sugestões
de Uso: É
o ingrediente base para pratos tradicionais como o baião
de dois,
feijão tropeiro e saladas frias (especialmente a versão fradinho).
Dica
Digestiva: Deixar
os grãos de molho por pelo menos 8 horas ajuda a reduzir os
fitatos, o que melhora a absorção de nutrientes e evita a formação
de gases.
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O mercado do feijão-caupi ainda se restringe a grãos secos, grãos verdes (hidratados) e sementes, havendo já algumas iniciativas para o processamento industrial de feijão-caupi para produção de farinha e produtos pré-cozidos e congelados. O mercado do feijão-caupi ainda tem contornos regionais, concentrando-se, principalmente, nas regiões Nordeste e Norte. Entretanto, há indícios de uma certa expansão da cultura na região Sudeste, principalmente no norte de Minas Gerais e Rio de Janeiro, predominando nesses Estados o grão da Subclasse Fradinho.
A comercialização do feijão-caupi, tradicionalmente, segue os seguintes passos:
Entre os cerealistas, há alguns que fazem um beneficiamento adicional e empacotamento dos grãos.
Coeficientes técnicos
Os coeficientes técnicos para um hectare de feijão-caupi em regime de sequeiro e irrigado encontram-se nas Tabelas 1 e 2, respectivamente.
Tabela 1. Coeficientes técnicos, médios, para um hectare de feijão-caupi, em regime de sequeiro
Discriminação
Unidade
Quantidade
A. Insumos
Sementes
kg
20
Inseticida
l
2
Herbicida
l
3
N
kg
20
P205
kg
60
K20
kg
50
Subtotal
B. Serviços
Preparo da área, semeadura e adubação
hm
4
Aplicação de herbicida
hm
0,5
Aplicação de inseticidas
hm
0,5
Aplicação de inseticida
dh
1
Tratos culturais (capina)
dh
6
Energia elétrica
Kw.h
2050
Manejo da irrigação
dh
10
Trato fitossanitário
hm
0,5
Trato fitossanitário
dh
1
Colheita
dh
8
Transporte interno
hm
0,5
Trilha
hm
2
Sacaria
sc
34
Subtotal
C. Custo variável total (A + B)(1)
D. Produção (kg).
E. Valor da produção (R$)(2)
F. Receita líquida (E – C) R$
G. Benefício/custo (F/C)
Administração (3,0 % do valor da produção)
(1) Aos preços vigentes
(2) Ao preço de R$
Obs.: hm = hora máquina, dh= dia homem, sc = saco capacidade de 60 kg, ha = hectare.
Tabela 2. Coeficientes técnicos, médios, para um hectare de feijão-caupi, em regime irrigado por aspersão convencional.
Discriminação
Unidade
Quantidade
A. Insumos
Sementes
kg
20
Inseticida
l
2
Herbicida
l
3
N
kg
20
P205
kg
60
K20
kg
50
Subtotal
B. Serviços
Preparo da área, semeadura e adubação
hm
4
Aplicação de herbicida
hm
0,5
Aplicação de inseticidas
hm
0,5
Aplicação de inseticida
dh
1
Tratos culturais (capina)
dh
6
Energia elétrica
Kw.h
2050
Manejo da irrigação
dh
10
Trato fitossanitário
hm
0,5
Trato fitossanitário
dh
1
Colheita
dh
8
Transporte interno
hm
0,5
Trilha
hm
2
Sacaria
sc
34
Subtotal
C. Custo variável total (A + B)(1)
D. Produção (kg).
E. Valor da produção (R$)(2)
F. Receita líquida (E – C) R$
G. Benefício/custo (F/C)
Administração (3,0 % do valor da produção)
(1) Aos preços vigentes
(2) Ao preço de R$
Obs.: hm = hora máquina, dh= dia homem, sc = saco capacidade de 60 kg, ha = hectare.